terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Problemas resolvidos? Essa é a questão!

Com o objetivo de informar e alertar aqueles que tem interesse na compra de uma GR250T3, postei abaixo uma síntese dos problemas encontrados na moto e as soluções para os mesmos.

A GR250T3, da Garinni Motors é uma 250cc estilo custom com um preço acessível. A moto encanta a todos pelo sua robustez e visual muito bonito que lembra, resguardadas as proporções, uma mistura de Fat Boy e Heritage Classic da Harley-Davidson Motorcycles. Dotada de freio a disco nas duas rodas, com sistema progressivo de frenagem ela oferece segurança no momento preciso muito embora alguns achem o freio um pouco "borrachudo". Na minha opinião o sistema de freios da GR250T3 é excelente. Com suas 250 cilindradas cúbicas e seus 24,1cv a GR250T3 desempenha muito bem o seu papel, tanto no plano como nos aclives mais acentuados. A dirigibilidade é boa levando-se em conta o tamanho da moto e o curso da direção que é diferente dos outros estilos. Ao fazer uma curva fechada, numa esquina por exemplo, o piloto é obrigado a "abrir" mais do que necessitaria em uma moto street ou trail. O banco do piloto é confortável mas o do carona precisa ser refeito necessitando ainda um Sissy Bar. Custo: R400,00 no Saci Bancos com 3 tipos de espuma de densidades diferentes e acabamento primoroso. Os pneus Metzeler são bem dimensionados para o tamanho da moto e tem ótima aderência. O consumo da GR250T3 quando pilotada em condições normais chega a surpreender pois na cidade consegue-se chegar a 30km/l. Na estrada atinje 37km/l numa velocidade média de 90km/h. O motor tem pouco torque mas em compensação a partir da 4ª marcha a moto desenvolve muito rápido chegando aos 140km/h na velocidade final após a 5ª marcha. O câmbio é macio e a embreagem um pouco dura mas uma regulagem e boa lubrificação amenizam esse desconforto. O farol principal da GR250T3 é fraco e seria preciso redimensioná-lo. Os ditos faróis auxiliares são apenas decorativos pois deixam a desejar quanto à função. A posição de pilotagem é ótima e as pernas não formam o tradicional angulo reto com o tronco, comum na maioria das motos pois as plataformas avançadas permitem um postura agradável. A moto tem um peso seco de 170kg o que significa fácil equilíbrio em qualquer situação.
Problemas apresentados e respectivas soluções:
- a corrente de transmissão faz um barulho desagradável e necessita constantemente de ajuste. Solução: troque por uma corrente com retentores. Na minha moto foi colocada uma KMC e há mais de 6 meses não foi necessário ajuste nem lubrificação. Custo: R$105,00.
- a caixa de direção normalmente vem mal ajustada e com pouca lubrificação, necessitando ajuste semanal.
Solução: peça a um mecânico experiente para lubrificar e fazer o aperto correto. O barulho cessará.
- os amortecedores originais são fracos e não foram dimensionados para o peso da moto e sim para a cilindrada fazendo com que após os 3.000km a moto fique "quicando". Isso poderá ocasionar (como aconteceu com a minha) ruptura no chicote causada pelo roçar do pneu na fiação que vai até a traseira da moto para ligar os piscas e lanterna.
Solução: troque os amortecedores pelos da CB500. Eles são mais robustos e condizentes com o tamanho e peso da moto, principalmente se voce anda com carona e alforjes cheios.
- as abas (orelhas) soldadas do quadro, que servem para fixar o tanque de combustível são finas demais e com a vibração acabam quebrando na solda, deixando o tanque instável. Na minha moto aconteceu isso e só foi detectado por causa de um ruído que vinha exatamente da região mencionada.
Solução: verifique constantemente as abas ou solde outras com maior espessura.
- nos faróis ditos auxiliares existem "copos" cromados que encobrem as lâmpadas. A função é apenas decorativa mas podem dar um pouco de dor de cabeça. Com a vibração as hastes de fixação destes "copos" quebram fazendo que eles fiquem soltos e quicando dentro do bojo do farolete ocasionando esfolados e arranhões no cromado do mesmo.
Solução: ao comprar a moto peça para retirarem os copos. Não vai alterar em nada a beleza da moto.
- cuidado com as abraçadeiras que são soldadas no quadro e que servem para fixar cabos e fios. Elas são muito finas e no manuseio ao lavar e secar a moto elas acabam quebrando.
Solução: ou tenha muito cuidado ou caso quebre alguma, solde outra de parede mais espessa.
- o descanso lateral ou "pezinho" tem pouco ângulo de inclinação em relação ao solo deixando a moto, a meu ver, instável com risco de queda.
Solução: retirar o descanso lateral e mandar dar uma angulação maior e depois cromar novamente pois o trabalho é feito com maçarico. Essa medida não é necessária caso os amortecedores originais sejam trocados pelo da CB500.
Basicamente são estes os problemas crônicos encontrados na GR250T3 e que tiveram soluções felizmente.
Qualquer dúvida entre em contato pelo e-mail:
mgventosdoasfalto@gmail.com
Mr. Lee Riders

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Mais problemas com a GR250T3 (Vthunder)

Retorno com todo o gás e informações, acredito eu, importantes para os proprietários e futuros proprietários de uma GR250T3 (Vthunder). Novos problemas apareceram na minha moto. Primeiro foram os amortecedores que "deram pau" com apenas 7.500km rodados apesar de todos os cuidados que tenho com a moto. Meu mecânico particular mostrou-me que os originais não são dimensionados para o peso da moto e após muita pesquisa acabou trocando-os pelos da CB500, bem mais robustos.
Resultado: a moto não "cabriteia" mais e a estabilidade melhorou consideravelmente.
Outros problemas: ontem à tarde eu e minha esposa ficamos "empenhados" pois a moto simplesmente apagou. O sistema elétrico "deu pau". A moto teve que ser rebocada para a oficina (oficina particular) e hoje passará por uma "revista" no sistema elétrico a fim de ser detectado o problema que aparentemente é bem sério.
Outra: uma das orelhas que são soldadas no quadro a fim de fixar o tanque de combustível (a do lado esquerdo) quebrou, deixando o tanque solto além de causar um barulho insuportável quando em calçamento irregular.
Outra 2: a chapa que fixa a pedana do carona teve o seu parafuso (o que fica escondido sob a tampa do motor, lado esquerdo) totalmente solto, ocasionando insegurança e um barulho irritante.
Pois é. Estou ficando decepcionado com a GR250T3 no que diz respeito a qualidade de soldas e materiais utilizados na moto.
Agora é prá valer. Estou vendendo a moto.

Grande abraço a todos e um Feliz Natal (atrasado) e um própero Ano Novo!
Mr. Lee Riders

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Valeu a pena! Viajar - receita anti-stress


Viajar é com certeza a melhor receita contra o "stress".

Agradeço a minha esposa pela parceria, disposição e paciência em todos os momentos de nossa viagem.

Até a próxima!

Ainda o Lira Apart Hotel


Outras fotos do Lira Apart Hotel.

Visual bonito com extremo bom gosto!

Lira Apart Hotel - Um lugar muito legal!


Na Praia do Cassino, localizada a 18km da cidade do Rio Grande-RS, hospedamo-nos no Lira Apart Hotel, um lugar aprazível situado a uma quadra da Av. Rio Grande, a principal do balneário.
Com uma infraestrutura excelente e atendimento personalizado, o Lira Apart Hotel oferece ambiente agradável e de muito bom gosto.
A piscina, as churrasqueiras, as cadeiras para banhos de sol e descanso são apenas alguns dos itens que cumprem o papel de deixar todos os hóspedes à vontade desfrutando do silêncio e tranquilidade do lugar.
Saliento o atendimento gentil do Márcio e da Priscila que demonstram profissionalismo no cumprimento de suas funções, bem como do restante do pessoal de apoio.
Ao visitarem a Praia do Cassino e precisarem hospedar-se não hesitem em procurar o Lira Apart Hotel.

Um pequeno susto! Aventura também é isso!


Passando Camaquã-RS, ouvi um estalo vindo da frente da moto... em seguida outro... e outro...
No início achei que fossem insetos batendo contra o párabrisa mas pela intensidade descartei esta possibilidade. (a não ser que fossem urubus e não insetos)
Paramos num posto de combustível e descobrimos que o paralama dianteiro havia rachado bem perto da região do suporte. Com a velocidade o vento fazia o resto.
Com o risco da rachadura aumentar e a peça inteira se soltar causando ainda um acidente sério, resolvi retirar o paralama e jogá-lo fora já que não
teria como levá-lo.
Pensei em fotografá-lo como prova caso a Polícia Rodoviária Federal nos parasse.
Um caminhoneiro, o Castelhano, indicou-me um local onde poderiam fazer um reforço com fibra de vidro e resolver o problema.
A uns 10km de onde eu estava, no Posto 125, encontramos o Luciano e o Fabiano, especializados em peças de fibra de vidro, principalmente para caminhões e trucks.
Foi a salvação! Com uma temperatura beirando os 35ºC, o paralamas foi retirado e feito um reforço nos dois lados de fixação. Perfeito!
Resolver o problema numa estrada, não tem preço mas a solução custou R$20,00 pelo excelente serviço.
Obrigado Luciano e Fabiano! Agradeço também ao caminhoneiro Castelhano pela indicação.
Em Rio Grande, na manhã de sábado após tomar um bom café e ganhar uma calça Lee e uma Wrangler, presente de aniversário dado por minha esposa (muito obrigado, meu amor), outro susto.
Ao ligar a moto, nada! Simplesmente a bateria não dava sinal de vida!
Depois de muito caminhar e procurar consegui alguém para me ajudar a retirar a bateria já que eu tinha quase todas as chaves, menos as que eu precisava para retirada do Sissy bar, banco do carona e banco do piloto. "Seu" Vicente foi até o local e levamos a bateria para uma revenda de peças para motos. A bateria foi testada e constatou-se que a mesma estava com toda a carga.
O problema poderia ser no magneto, no "starter" ou até mesmo no chicote.
Ao retornar até a moto, verificamos que o fio terra estava solto, talvez por vibração pois o calçamento de Rio Grande é horrível. Resolvido o problema. Foram mais R$20,00, mas muito bem pagos pois eu não dispunha das chaves.
Parabéns ao pessoal da STOP MOTOS, que localiza-se na esquina da Rua General Câmara com Benjamim Constant, em RIo Grande -RS, pela honestidade e seriedade demonstrada no atendimento.

Viagem ao extremo sul - Praia do Cassino


Aproveitando o feriadão (30,31,01 e 02 de novembro) resolvemos ir à Praia do Cassino, no extremo sul do Brasil, balneário da cidade do Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.
Com a moto pronta para viajar, bauletos e alforjes lotados e muita disposição, eu e minha esposa "pegamos" a estrada, a BR116.
Saindo de Porto Alegre às 08:00h passamos por Guaíba, Barra do Ribeiro, Tapes, Camaquã, São Lourenço, Turuçu, Pelotas, Rio Grande com chegada às 15:45h.
Pernoitamos em Rio Grande no apartamento gentilmente cedido por um grande amigo, o Chico.

Na manhã seguinte após um bom café no centro e algumas compras, seguimos em direção à Praia do Cassino, onde nos hospedamos numa pousada.
Entretanto durante a viagem houveram pequenos contratempos os quais serão contados mais adiante.